VÍDEO: O detalhedanoticia.com.br e programa Canal 96 entrevistam acusado de participar de assassinato de professor: “Eu vi o Wallaph matar; o professor disse ‘Eu tenho dois filhos para criar, não me mate não’. Afirmou Cléber

O Dr Everton Gonçalves, delegado regional da 4ª DRP, apresentou nesta terça-feira (01/10) o segundo acusado de matar o professor Vandiele Araújo, crime ocorrido na manhã do último dia 30 de agosto, na residência do professor. Cleber José de Souza Braga Junior foi preso pela polícia do estado de São Paulo no último dia 18/09, na cidade de Praia Grande, e chegou a Alagoas na noite desta segunda-feira (30/09).

Em coletiva realizada na sede da 4ª DRP, Cleber novamente negou ter sido o autor dos golpes de faca que vitimaram fatalmente o professor, acusando o outro suspeito, Wallaph Magno Almeida de Souza, de ser o autor material do crime. Ele disse ainda que fugiu de Alagoas por ter recebido ameaças de Wallaph, e porque seria o mais prejudicado com a situação, por já responder processo por tráfico de drogas.

O acusado afirmou ainda que seu interesse em Vandiele era unicamente o de instalar algumas câmeras de segurança em sua residência. “A gente estava conversando com o Walaph sobre instalar câmera. Até nisso eu estava conversando com o professor para instalar câmera na casa dele no fundo e na frente da casa”, disse.

Segundo Cleber, ambos estavam bebendo na residência do professor desde a madrugada, quando se dirigiu para o banheiro tomar banho; ao voltar, encontrou Wallaph com o braço no pescoço de Vandiele, e logo após teve a faca enfiada no pescoço duas vezes. “O Wallaph estava agarrado no pescoço do professor e tinha um furo na barriga, lado esquerdo. O professor inchando, sem fôlego e falando ‘Eu tenho dois filhos para criar, não me mate não’. O Wallaph olhou para minha cara e deu uma facada no pescoço dele, tirou a faca e botou de novo”, afirmou.

Cleber entrou em contradição ao afirmar a motivação do crime. Em entrevista quando foi preso em São Paulo, em 18/09, ele havia afirmado que Wallaph matou o professor por conta de um assédio que teria sofrido enquanto bebiam na sua casa.
O acusado disse ainda que Wallaph o teria ameaçado de morte, caso fosse entregue por ele. “Ele me ameaçou de morte, falou que se eu entregasse ele, ele me mataria e saiu no carro. Esse foi o último contato que a gente teve, daí não nos falamos mais não e fui para São Paulo. Tinha umas conversas que ele tinha família Polícia Civil e estavam querendo me pegar, porque a primeira foto a ser divulgada foi a minha e não a dele e fui para São Paulo”, disse.

O Dr Everton Gonçalves afirmou que, com a riqueza de detalhes nas informações prestadas por Cleber, e como há contradição entre as versões dos dois acusados, o inquérito torna-se um pouco mais complexo. “Com esse tanto de divergência entre os acusados, tendo em vista que nós não temos testemunhas oculares do que ocorreu, é algo que nos demanda um pouquinho mais de trabalho para tentar realmente esclarecer quem fez o que. O Walleph apontou o Cléber como autor das facadas e consequentemente como autor do homicídio”, reforçou o delegado.

Ele disse ainda que provavelmente haverá uma acareação entre os dois acusados, bem como uma reconstituição do crime. “Há algumas diligências por fazer, aguardo o resultado de alguns laudos periciais que vai nos dizer um pouco mais o que realmente aconteceu e muito possivelmente os suspeitos serão acareados para tentar esclarecer esses pontos de divergência e eu não descarto também a reprodução simulada dos fatos”, afirmou.

Everton afirmou também que já pediu, por duas vezes, a prisão de Wallaph Magno para a conclusão do inquérito, mas ambas foram negadas pelo juiz da 8ª Vara Criminal de Arapiraca, Dr Geneir Marques de Carvalho Filho.

Ouça abaixo a entrevista de Cléber, falando ao radialista Mitchel Torquato (apresentador do programa Canal 96 e correspondente do detalhedanoticia.com.br) , falando antes da entrevista coletiva. VEJA VÍDEO

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