ÁUDIO: Em júri popular, acusado de matar mulher que defendeu irmã de assédio é condenado a 23 anos de prisão; OUÇA entrevista do detalhedanoticia gravada com testemunha no dia do crime

O réu Jailton Alves Santos foi condenado pelo Tribunal do Tribunal do Júri da Vara de Porto Real do Colégio, nesta quarta-feira (18), pelo homicídio de Lorrane Marques Barros, ocorrido em janeiro de 2019, após a vítima defender sua irmã que estava sendo assediada por ele. A pena de 23 anos de prisão foi aplicada pelo magistrado Vinícius Garcia Modesto, que conduziu o julgamento.

Segundo os autos, as irmãs estavam tomando banho de rio na zona rural de Porto Real do Colégio, numa região conhecida como Prainha, quando Jailton Santos e um primo começaram a dar em cima delas, por volta das 11h. O primo do acusado teria aceitado o não das mulheres e parado com as investidas, enquanto Jailton continuava insistindo.

Horas mais tarde, já sob o efeito do álcool, o réu voltou a importunar a irmã da vítima e deu um tapa em suas costas quando foi rejeitado mais uma vez. Lorrane, na tentativa de afastá-lo de sua irmã, pegou um vidro no chão e o feriu na região dos lábios.

O réu ameaçou as jovens e saiu do local com seu primo. Minutos depois retornou sozinho e atirou cinco vezes contra Lorraine, que ainda estava tomando banho de rio e chegou a pedir para não ser assassinada. Segundo a irmã, Jailton só foi embora depois de ter certeza que tinha matado Lorraine.

A vítima era menor de idade e tinha um filho de dois anos. Após a decisão dos jurados, o magistrado Vinícius Garcia determinou que o réu, preso preventivamente desde fevereiro de 2019, cumpra a pena em regime inicialmente fechado devido à gravidade do crime.

”O fato provocou clamor popular na população de Porto Real do Colégio, tanto pela idade da vítima, como pela motivação do crime. Além disso, logo após o fato, o acusado fugiu imediatamente no distrito da culpa. Assim, resta patente que sua segregação atende à necessidade de garantia da ordem pública e garantia de aplicação da lei penal”, disse.

Relembre o caso e ouça entrevista de testemunha que falou á nossa reportagem a época do ocorrido.

Por volta das 17h de uma sexta-feira 25/01/2019, uma adolescente de 15 anos foi executada por disparos de arma de fogo na cidade alagoana de Porto Real do Colégio.

O crime, segundo a Polícia Militar da 3° Companhia, foi registrado às margens do Rio São Francisco, próximo ao ferry boat da cidade, numa localidade conhecida como Sítio do Dedé.

A Policia confirmou que a vítima, identificada como Lorrane Marques Barros, 15 anos, foi assassinada com tiros na região da cabeça. O calibre da arma utilizada ainda não foi informado. A Policia também informou que ainda não tem pista do criminoso e agora trabalha para chegar a uma linha de investigação.

Ainda segundo a PM, a jovem era mãe de uma criança de um ano de idade e estava acompanhada de outras pessoas na hora do crime. O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca foi acionado para fazer a remoção do corpo.

Pessoas próxima da vítima fez revelações e disse que jovem foi assassinada por que impediu que elemento violentasse a irmã.

Em uma entrevista exclusiva a programa Canal 96, com Mitchel Torquato que falou com uma testemunha, que revelou que a jovem estava na companhia da irmã, quando dois elementos, um que era amigo e outro que era então desconhecido, tentaram se aproximar das jovens, no intuito de namorar.

A testemunha revelou que o elemento que elas não conheciam, queria ficar a força com a irmã de Lorrane, e então a jovem foi defender a irmã, sendo que começou então uma briga, onde o elemento acabou se ferindo na boca, e em seguida, ele saiu dali, pegou uma arma de fogo e veio em direção da irmã de Lorrane, sendo que Lorrane foi defender a irmã e acabou sendo assassinada.

O atirador fugiu em seguida juntamente com o rapaz que seria amigo das jovens, sendo que a policia já tem nomes de todos os envolvidos no caso. O atirador ainda não foi preso. Ouça abaixo a entrevista na integra, concedida ao Canal 96 e ao portal detalhedanoticia.com.br no dia do crime.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *