Vídeo: depois da prisão de mais um envolvido em assassinato de professor de dança, reveja entrevista de parente da vítima

O elemento que estava sendo procurado pela polícia após ser apontado como um dos responsáveis pelo bárbaro assassinato do professor de dança Almir Correia da Silva, conhecido como Kaddy, foi preso no final da tarde desta terça-feira, 11 de maio, no município de Santana do Ipanema.

O preso, identificado apenas como Kiko, era a peça que faltava para fechar o quebra-cabeça envolvendo o assassinato do dançarino que foi encontrado morto no dia 02 de abril, enterrado dentro da casa onde residia no bairro Raimundo Marinho, parte alta da cidade de Penedo.

Segundo as investigações, Kiko foi a pessoa que fugiu com a motocicleta do professor de dança e escondeu dentro de uma casa situada no município de Boca da Mata, veículo que teve seu paradeiro descoberto dois dias após o registro do crime que deixou a população ribeirinha bastante revoltada e sedenta por Justiça.

A prisão do elemento aconteceu graças ao trabalho desenvolvido pelo 11º Batalhão de Polícia Militar, que fica sediado em Penedo e é comandado pelo tenente-coronel Wagner Coutinho, em parceria com o Batalhão de Santana do Ipanema. A ação também contou com o apoio da Polícia Civil.

No momento da prisão, o elemento foi encontrado com 200 gramas de maconha, devendo o mesmo responder também pelo crime de tráfico de drogas.

A polícia conseguiu chegar até o suspeito depois de receber informes dando conta de que o mesmo estava escondido em Santana do Ipanema e, inclusive, mantendo a esposa em cárcere privado. Em contato com a polícia, a mulher confirmou que foi levada a força pelo criminoso, dias após o crime, e que não fez nada com medo dele fazer algo com ela ou com seus familiares.

O delegado Fernando Lustosa declarou que aguarda cópias do procedimento para anexar ao inquérito que investiga o caso do homicídio do professor Kaddy, com a qualificação desse elemento. “Agora vamos concluir o inquérito e encaminhar a Justiça pedindo o indiciamento de todos aqueles que participaram do crime”, complementou.

Relembre o caso e a entrevista de parente-

O delegado Fernando Lustosa, que preside o inquérito policial aberto para investigar o assassinato de Almir Correia da Silva, o Kaddy, como era mais conhecido, começou a ouvir nesta terça-feira, 06 de abril, parentes e vizinhos do professor de dança que foi morto dentro de sua própria residência.

De acordo com o delegado, titular da Delegacia Regional de Penedo, uma pessoa, que devido a nova lei do abuso de autoridade não teve o nome revelado, segue presa suspeita de ter participado do crime. Outros suspeitos, que negam envolvimento no caso, estão em liberdade, mas continuam sendo investigados.

“Possivelmente o fato se deu após uma bebedeira entre a vítima e os suspeitos, que se aproveitaram e ainda roubaram a motocicleta do dançarino. Inicialmente houve uma prisão e o  indivíduo foi autuado pelo delegado plantonista. Os outros que estavam bebendo com a vítima também são suspeitos. Vamos começar a ouvir familiares e vizinhos, pois é bem provável que alguém tenha ouvido alguma coisa durante a discussão”, explicou Lustosa.

Ainda de acordo com o delegado, o companheiro da vítima chegou a ser detido, mas negou envolvimento no caso que deixou a população ribeirinha chocada com a brutalidade e covardia praticada contra uma pessoa bastante querida por todos.

“O companheiro do Kaddy chegou a ser detido como suspeito, mas alegou que havia saído da casa antes e deu o nome de um outro elemento que teria ficado na residência com a vítima. De posse das características desse suspeito, a polícia conseguiu prendê-lo. O mesmo foi autuado em flagrante e segue preso à disposição da Justiça alagoana”, complementou.

O delegado confirmou ainda em contato com a nossa redação que a motocicleta do Kaddy, roubada logo após o crime, foi localizada na cidade de Boca da Mata, mas que na oportunidade não houve prisões, pois a pessoa que havia deixado o veículo no local conseguiu escapar do cerco policial.

“A moto da vítima foi encontrada em Boca da Mata, dois dias após o crime. O responsável por ter deixado o veículo no local é conhecido como Kiko e conseguiu se evadir. Atualmente a moto se encontra na delegacia de São Miguel dos Campos, mas deve ser transportada para Penedo nos próximos dias. Também vamos ouvir o proprietário da residência onde a moto foi encontrada. Ele alegou que foi esse tal de Kiko que levou a moto até sua casa e pediu para deixar guardada lá”, acrescentou.

Como não há mais flagrante, os suspeitos seguem em liberdade. Com o esclarecimento dos fatos, a Polícia Civil deve solicitar à Justiça novos mandados de prisão para colocar atrás das grades os elementos que após assassinarem o professor de dança com golpes de enxada chegaram a enterrar seu corpo dentro de sua própria residência.

“Estamos realizando diligências e fazendo de tudo que é possível para o quanto antes solucionarmos esse caso, que não ficará impune. Em breve daremos todas as respostas que a sociedade de Penedo e região tanto aguarda”, finalizou Lustosa.

Relembre abaixo a entrevista de parente do professor, falando ao radialista Mitchel Torquato. Veja o vídeo abaixo

Devido a nova lei do abuso de autoridade, o nome do trio não foi revelado.

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