Vídeo exclusivo: delegado fala ao detalhedanoticia e ao programa Canal 96, sobre investigação após reconstituição do caso de morte de traficante que levava 76 tabletes de maconha, em Arapiraca

A Rua Maestro Antônio Barros Araújo, no bairro Planalto, em Arapiraca, precisou ser interditada na manhã desta terça-feira (23). O local foi isolado para que peritos do Instituto de Criminalística realizassem a reprodução simulada de um homicídio em decorrência de uma intervenção policial.

Uma equipe do Instituto de Criminalística de Alagoas, formada pelo chefe especial do órgão Wellington Melo Filho e pelos peritos criminais André Braga, Ivan Excalibur e Rafaela Jansons atuaram na reprodução simulada. Entre os equipamentos utilizados, o novo drone do IC foi empregado nos levantamentos periciais.

“A equipe pericial procurou refazer os movimentos narrados pela operação policial para determinar a viabilidade dos fatos como narrado pelos protagonistas, para isso foram recebidos quesitos e informações do processo, além do imprescindível apoio dos agentes de Segurança Pública e autoridades envolvidas para a concretização dos trabalhos”, disse Wellington Melo.

A reprodução simulada foi referente a morte de Marcelo Torres Pacheco, de 43 anos, ocorrida em 29 de julho do ano passado, após ele fugir de uma abordagem da Polícia Militar. Ele estava em um carro, quando houve a perseguição, e o confronto com os policiais militares que culminou com morte dele.

Na ocasião, a PM apreendeu uma grande quantidade de droga dentro do veículo em que Marcelo se encontrava. No interior do automóvel, estavam uma balança de precisão e 76 tabletes de maconha que totalizaram 49 quilos da droga.

Os peritos criminais fizeram o percurso da perseguição e examinaram o estabelecimento comercial onde Marcelo morreu. Integrantes da guarnição da PM participaram da simulação.

Os peritos criminais, André Braga e Rafaela Jansons, coordenaram os trabalhos, registrando os passos narrados pelos protagonistas e conferindo com os dados que puderam ser coletados no local. Oportunamente, todo o trabalho será apresentado em laudo pericial.

“O levantamento pericial ocorreu dentro do tempo previsto e conseguiu cobrir os pontos que foram estabelecidos para a reprodução simulada, a equipe continuará os trabalhos para a redação do relatório final”, afirmou André Braga.

Usada para esclarecer a dinâmica de um fato delituoso, a reprodução simulada foi solicitada pela Delegacia de Homicídios de Arapiraca (DHA). A autorização para a reprodução foi concedida pelo juiz Alfredo dos Santos Mesquita, da 5° Vara Criminal de Arapiraca.

As equipes do IC e DHA contaram com o apoio de um grande efetivo para garantir a segurança e o isolamento necessário. Estavam presentes equipes da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), Asfixia e Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (Tigre), o Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AL) e guardas da SMTT de Arapiraca. Acompanhe abaixo a entrevista do delegado Felipe Caldas, falando ao programa Canal 96, apresentado pelo radialista Mitchel Torquato, contando detalhes da investigação, logo após a perícia 

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