
Foi confirmado que o escultor e empresário Regivaldo da Silva Santana, irá a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 19 de maio de 2026, em Arapiraca. Ele é acusado de estar envolvido na morte de quatro jovens em abril de 2024, crime de grande repercussão no município.
A sessão ocorrerá na 5ª Vara da Comarca de Arapiraca. Lá também serão julgados Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, apontados como participantes na ocultação dos cadáveres.
Na decisão que levou os acusados ao júri popular, o juiz Alberto de Almeida destacou que a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas, reúniu os indícios suficientes de autoria e materialidade.
Segundo foi confirmado, Regivaldo responderá por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, posse irregular de armas e crime ambiental.
Segundo também foi informado, as duas últimas acusações estão relacionadas ao material apreendido na residência do acusado, onde foram encontradas diversas armas de fogo, munições e animais mantidos de forma ilegal em cativeiro.
Já a pessoa de Wesley Santana Sá, sobrinho do principal acusado, também será julgado. Ele teria colaborado na ocultação dos corpos das vítimas. Ele ESTÁ respondendo ao processo em liberdade.
Foi informado que Adriano Santos Lima, que é apontado como outro envolvido na mesma prática criminosa, teria auxiliado no descarte dos corpos, encontrados posteriormente dentro de uma cacimba.
As vítimas foram identificadas como Letícia da Silva Santos, de 20 anos, Lucas da Silva Santos, de 15, Joselene de Souza Santos, de 17, e Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos. Eles foram mortos a tiros no dia 13 de abril de 2024.
O desaparecimento foi percebido dias depois, quando familiares passaram a procurar por Letícia e Lucas, que eram irmãos. A preocupação aumentou após Letícia não retornar para buscar a filha pequena, o que motivou o registro de ocorrência.
A polícia intensificou as diligências e tomou conhecimento de que teria sido ouvidos disparos de arma de fogo em uma área específica, onde os corpos acabaram sendo localizados dentro de uma cacimba.
Confissão e apreensões
Regivaldo, conhecido como “Giba”, foi preso após admitir participação no crime. À época, ele possuía registro como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).
Durante buscas na residência dele, a polícia apreendeu um arsenal considerado significativo, incluindo armas de grosso calibre e equipamentos de precisão. Também foram encontrados animais silvestres e exóticos mantidos ilegalmente.
Motivação do crime
O crime teria sido motivado por conflitos interpessoais envolvendo ciúmes e desentendimentos entre o acusado e as vítimas.
Lucas, uma das vítimas, prestava serviços ao escultor e teria demonstrado incômodo com a proximidade entre o acusado, sua irmã e sua companheira. No dia do crime, ele foi até a residência de Regivaldo acompanhado de Erick, em busca de informações sobre as duas jovens.
Ainda conforme a denúncia, houve uma discussão no local. NAQUELE momento, o acusado teria sacado uma arma de fogo, rendido os dois e efetuado os disparos.
As outras duas vítimas, que presenciaram a ação, também foram mortas em seguida.
Após o crime, os corpos teriam sido ocultados com a ajuda dos outros dois réus, sendo colocados dentro de uma cacimba, onde foram encontrados dias depois durante as buscas policiais.

